Autismo em Mulheres

Psicóloga Clínica e Neuropsicóloga


O que é?

O Transtorno do Espectro Autista (TEA) é uma condição do neurodesenvolvimento que influencia a maneira como a pessoa percebe o mundo, processa informações, se comunica e se relaciona socialmente. As características do autismo variam de uma pessoa para outra e podem envolver diferenças na interação social, na comunicação, na sensibilidade aos estímulos e na necessidade de rotina e previsibilidade.


Muitas mulheres autistas chegam à vida adulta sem um diagnóstico. Em diversos casos, aprenderam desde cedo a mascarar dificuldades sociais, adaptar comportamentos e atender às expectativas do ambiente, o que pode tornar a identificação do autismo mais complexa.


Não é raro que mulheres autistas tenham recebido anteriormente diagnósticos de ansiedade, depressão, transtornos alimentares, TDAH ou simplesmente tenham passado anos sentindo que eram "diferentes", sem compreender exatamente o motivo.



Receber um diagnóstico ou compreender melhor o próprio funcionamento pode trazer mais clareza sobre a própria história, favorecer o autoconhecimento e contribuir para uma melhor qualidade de vida. Mais do que um rótulo, compreender essas características pode ser um passo importante para desenvolver estratégias, fortalecer a autoestima e construir relações mais saudáveis consigo mesma e com os outros.

Indicações

A avaliação psicológica e neuropsicológica pode ser indicada quando existem sinais relacionados à comunicação, interação social, sensibilidade sensorial, rigidez de pensamento, sobrecarga emocional ou dificuldade de adaptação às demandas da vida diária.


Em mulheres, a suspeita de autismo pode surgir de forma tardia, especialmente quando determinados padrões se tornam mais evidentes na adolescência, na vida adulta, no ambiente profissional, nos relacionamentos ou após períodos de maior exigência emocional.


Nem todas as mulheres autistas apresentam os mesmos sinais. Algumas têm bom desempenho acadêmico ou profissional, conseguem manter relações sociais e desenvolvem estratégias eficientes de adaptação. Ainda assim, podem vivenciar intenso sofrimento interno, exaustão e sensação de inadequação.



Por isso, a avaliação precisa considerar não apenas o que aparece externamente, mas também o esforço necessário para sustentar determinadas interações, rotinas e comportamentos. A escuta da experiência subjetiva da mulher é uma parte fundamental desse processo.

Resultados e Benefícios

A avaliação e o acompanhamento psicológico e neuropsicológico podem ajudar a mulher a compreender melhor seu funcionamento, reconhecer suas necessidades e desenvolver estratégias mais saudáveis para lidar com os desafios do dia a dia.


Receber um diagnóstico, ou compreender melhor a possibilidade de estar dentro do espectro, pode trazer mais clareza sobre experiências vividas ao longo da vida, como dificuldades sociais, sensibilidades, padrões de exaustão, relações interpessoais, sofrimento emocional e formas de adaptação.


A avaliação neuropsicológica também pode contribuir para investigar funções como atenção, memória, linguagem, funções executivas, cognição social, flexibilidade cognitiva, processamento emocional, comportamento e aspectos emocionais. Esse processo ajuda a diferenciar o TEA de outras condições que podem apresentar sinais semelhantes ou associados, como ansiedade, depressão, TDAH, altas habilidades, transtornos alimentares, dificuldades de aprendizagem ou burnout.


Mais do que buscar um rótulo, o objetivo é compreender de forma mais profunda como essa mulher percebe o mundo, se relaciona, organiza sua rotina, enfrenta demandas e lida com suas próprias necessidades.



Essa compreensão pode favorecer o autoconhecimento, reduzir a sensação de culpa ou inadequação, fortalecer a autoestima e contribuir para escolhas mais conscientes, relações mais saudáveis e uma vida com mais respeito ao próprio funcionamento.

Como é o atendimento?

O atendimento é realizado de forma individualizada, respeitando a história, a idade, as características, as sensibilidades e as necessidades de cada paciente.


Quando há necessidade de avaliação neuropsicológica, o processo pode incluir entrevistas clínicas, aplicação de instrumentos específicos, investigação do histórico de desenvolvimento, análise dos sintomas atuais, observação clínica e levantamento de informações sobre a infância, adolescência, relações sociais, rotina, vida acadêmica, trabalho, saúde emocional e sensibilidade sensorial.


Sempre que pertinente, também pode haver escuta da família ou rede de apoio, especialmente quando essas informações contribuem para compreender melhor o desenvolvimento e os sinais presentes ao longo da vida.


Durante a avaliação, é importante investigar não apenas as dificuldades visíveis, mas também o nível de esforço envolvido para manter interações sociais, cumprir expectativas, adaptar comportamentos e lidar com ambientes emocionalmente ou sensorialmente exigentes.


Quando o foco é o acompanhamento psicológico, o trabalho é voltado para acolhimento emocional, fortalecimento da autoestima, compreensão do próprio funcionamento e construção de estratégias mais saudáveis para lidar com os desafios da vida diária.


O atendimento também pode ajudar a paciente a diferenciar adaptação saudável de camuflagem excessiva. Muitas mulheres passaram anos tentando se ajustar ao ambiente sem reconhecer seus próprios limites. Por isso, parte do processo pode envolver a reconstrução da relação consigo mesma, com mais acolhimento, consciência e respeito às próprias necessidades.



Meu objetivo é oferecer um atendimento técnico, acolhedor e respeitoso, ajudando cada paciente a compreender melhor sua forma de perceber o mundo, reconhecer suas necessidades e construir caminhos mais possíveis para viver com mais bem-estar, autonomia e qualidade de vida.

Luciana Cassino

Psicóloga Clínica e Neuropsicóloga

CRP: 06/60788


Olá! Sou Luciana Cassino, psicóloga clínica com mais de 25 anos de experiência. Minha especialização em Terapia Cognitivo Comportamental (TCC) e Terapia Dialética (DBT) me permite oferecer um suporte eficaz para o manejo emocional e a regulação comportamental. Além disso, minha formação em Neuropsicologia me proporciona uma compreensão aprofundada das funções cognitivas, essencial para diagnósticos precisos.


Ao longo da minha carreira, tive a oportunidade de liderar projetos significativos, como o Grupo de Luto da PAX de Minas e a coordenação de psicologia no Centro de Equoterapia Gileade. Também sou coautora de ferramentas terapêuticas que auxiliam no processo de luto e envelhecimento, sempre buscando inovar e oferecer o melhor para meus pacientes.


Como profissional neurodivergente, com diagnóstico de autismo nível 1 de suporte e dupla excepcionalidade, também compreendo de perto os desafios vivenciados por adolescentes e adultos em busca de um diagnóstico tardio. Essa vivência, somada à minha formação clínica, contribui para uma escuta ainda mais acolhedora, cuidadosa e individualizada no acompanhamento de pessoas neurodivergentes.


Meu compromisso é com uma escuta humanizada e um atendimento personalizado, onde cada indivíduo é tratado com respeito e empatia. Estou aqui para ajudar você a enfrentar desafios emocionais e a encontrar caminhos para uma vida mais equilibrada e saudável.